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22/04/2008

Expectativas superadas


Por vezes quando temos expectativas sobre determinado assunto, seja ele uma pessoa um livro ou um filme, corremos o risco da desilusão pois à medida que nos vão falando sobre ele as expectativas vão subindo. Ontem fui finalmente ver o filme Caramel ao fim do dia e curiosamente as expectativas eram muitas pelo que tinha lido aqui, aqui e aqui. Digo-vos que mesmo assim foram superadas.
Sou bastante eclética no que a cinema diz respeito mas cada vez mais gosto deste tipo de cinema. Um filme produzido em 9 dias, com uma realizadora de 34 anos que é também uma das actrizes em cena, com uma boa banda sonora feita pelo marido que compõe e toca. Tudo isto poderia ter como resultado um filme amador e caseirinho mas não, é um filme delicioso e refrescante que nos mostra uma sociedade bem mais próxima da nossa do que eu imaginava pese embora algumas limitações sociais. Um filme feito sem os efeitos especiais sempre tão presentes no cinema americano mas que não deixa de mostrar um belo quadro de retratos. Um filme a não perder quanto mais não seja em vídeo já que no cinema, pelo menos aqui no Porto, só está até amanhã.

Em Beirute, cinco mulheres cruzam-se num salão de beleza, um microcosmos colorido em que várias gerações se encontram e partilham segredos e intimidades. Layale é amante de um homem casado e vive na esperança que ele deixe a mulher um dia. Nisrine é muçulmana e vai casar-se em breve, mas já não é virgem e teme a reacção do futuro marido quando ele descobrir. Rima vive atormentada pela sua atracção por mulheres, especialmente uma cliente do cabeleireiro. Jamale vive obcecada pela idade e pelo físico. E Rosa sacrificou a sua vida pessoal para tratar da irmã. No salão, os homens, o sexo e a maternidade são os temas de conversa. Conversas íntimas, que gozam de uma liberdade que não têm no mundo exterior.


Visitem o site do filme aqui

07/02/2008

Feast of Love


Do ilustre realizador vencedor de vários Óscares da Academia, Robert Benton (“Kramer contra Kramer”, “Um Lugar no Coração”), chega-nos uma ode caleidoscópica à vida e ao amor, com todas as suas facetas cómicas, sexuais, loucas e dolorosas, «O BANQUETE DO AMOR».

Num café numa comunidade muito fechada no Oregon, o professor local e escritor Harry Stevenson (Morgan Freeman) assiste ao amor entre os residentes da cidade «a fazer das suas».Entre os jovens e os adultos, entre os pais e amantes, entre o doce e o bárbaro, entre os humanos e até os animais, Harry observa com reverência enquanto o amor engana, fere, devasta, inspira, com propositadas exigências e afecta profundamente as vidas de todos à sua volta – incluindo a sua própria vida. Fonte: Lusomundo

Quem acompanha este blog sabe que normalmente não costumo fazer posts sobre filmes que veja no cinema, no entanto não resisti a fazê-lo depois de ter visto este filme ontem. É um filme aparentemente levezinho mas com uma mensagem importante acerca do amor e de todas as suas formas. Logo no incío Harry conta a seguinte história: Tempos houve em que os Deuses gregos estavam entediados e por isso resolveram inventar os humanos. Mesmo assim o tédio permaneceu e resolveram então inventar o amor. E nesse momento como deixaram de estar entediados resolveram experimentar eles o amor. Mas depois tiveram de inventar o riso...seria a única forma de aguentarem o amor.


Este filme mostra-nos as diferentes formas de amor, da sua vivência, do seu insucesso, das nossas escolhas...leva-nos a uma reflexão na qual por um lado nos apercebemos que muitas vezes o insucesso no amor está directamente ligado à nossa cegueira e imaginação. Não queremos ver a realidade que temos ali à nossa frente e "vemos" o que não existe criando expectativas que obviamente nunca serão cumpridas. E por outro vemos que o amor quando é forte nos leva a enfrentar todas as agruras que possam surgir.


Sem dúvida uma história para todos os que gostam de amar.

01/01/2008

Só podem ser cinco mas seriam muitos mais...

A Jasmim passou-me no ano passado um desafio: trata-se de escolher os cinco filmes da minha vida.

Digo desde já que esta tarefa é impossível e de resposta não absoluta uma vez que considero que os filmes tal como as músicas e os marcam-nos não só pelo filme em si, pela sua história, realização, actores, etc mas também pelo momento da vida que atravessamos. Claro que há sempre uns que marcam mais do que outros mas mesmo assim 5 é como um grão de areia. Resumindo, se me fizerem esta mesma pergunta dentro de uns meses o mais provavel será a resposta ser diferente.

Fico por isso 5 filmes que foram os que me vieram de imediato à memória (e por alguma razão terá sido...)

Cinema Paraíso

Que maravilha de filme!!! Um filmes simples e delicioso, sem necessidade de "extras" para mostrar o que de mais puro pode haver numa amizade. sinopse

A vida é bela


Um filme que fala da indissolubilidade da familia, do sacrifício e do amor incondicional por um filho. sinopse

A festa de Babette

Um delicioso e surpreendente filme dinamarquês. Não será do agrado da maior parte das pessoas mas experimentem ver e deixem-se surpreender pela delicadesa e sensibilidade. sinopse

O Carteiro de Pablo Neruda


Um filme sobre a amizade entre Pablo Neruda e um simples carteiro que quer aprender poesia. Uma bela homenagem a este maravilhoso poeta!!
sinopse

As Pontes de Madison County

Um filme sobre um amor que chegou tarde demais. E com a Meryl Streep numa representação fabulosa como sempre nos habituou.
sinopse

Haveria muitos outros a serem mencionados mas o desafio era mencionar só 5. Aconselho-vos a pesquisarem no youtube por mais cenas de cada um dos filmes mencionados para ficarem com uma ideia melhor.

Este desafio fica feito a quem ainda não o tenha tido :)

25/11/2007


"Já mulher feita, Mrs. Erlynne (Helen Hunt) é audaz e tem a reputação de entreter homens ricos e casados. Deixando os seus problemas e as contas por pagar em Nova Iorque, Erlynne parte para Itália à procura de Meg (Scarlett Johansson) e Robert Windermere – um dos casais mais bem sucedidos da sociedade.
A chegada de Erlynne à Costa Amalfitana atrai de imediato a atenção da maior parte dos homens, em particular a do abastado lorde Augustus (Tom Wilkinson), que depressa a propõe em casamento.
Numa sociedade em que nada é que o aparenta ser, rapidamente Erlynne vê-se envolvida num escândalo no qual não falta sedução, traição e, de forma surpreendente, lealdade. "

Este filme é uma adatação da peça de Oscar Wilde "O Leque de Lady Windermere. Levezinho é a classificação que lhe dou. Uma deliciosa comédia romântica onde o que parece óbvio afinal se torna revelador. Sem dúvida um filme para nos manter a boa disposição. Um dos pormenores que adorei foram os comentários paralelos de alguns personagens...simplesmente divinais, pragmáticos lúcidos e não convencionais!!!