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13/07/2008

Uma manhã diferente


Com o dia impróprio para praia (estava um sol maravilhoso mas uma nortada típica) fomos de manhã à Fundação de Serralves ver a exposição que inaugurou ontem sobre Manoel de Oliveira, inserida nas comemorações do centenário do seu aniversário.
De facto, e apesar de não ser apreciadora do tipo de cinema por ele feito, reconheco-lhe o mérito da carreira e digo-vos que aprendi algumas coisitas. Nós portugueses habituamo-nos ter "resistências" a tudo o que é português mas hoje e depois de ver a exposição fiquei com vontade de conhecer mais. A exposição está muito bem montada, com excertos de alguns dos seus filmes (até existem muitos excertos mas são poucos para quem fez a quantidade de filmes que ele fez) , diversas máquinas antigas de filmar, manuscritos e inúmeros documentos bem engraçados. Suspeito que ainda lá voltarei novamente pois apesar de o Luis se ter portado muito bem (só ficando um nadinha entusiasmado demais com as máquinas...lol), foi impossível ver a exposição com a atenção que esta merecia. Além disso a exposição irá contar comvisitas guiadas por diversas personalidades entre as quais Luis Miguel Cintra e eu quero ver se lá estarei!
Com muita pena minha não tenho fotografias da exposição uma vez que por pura nabice minha, ao investigar a máquina nova, apaguei as fotos todas e sobrou apenas esta já tirada depois do "desastre" :s
Depois aproveitamos para dar uma volta nos jardins e tomar um café na casa de chá (perto do court de tenis), e dar uma volta pelos sempre agradáveis jardins.
Há manhãs assim...agradáveis onde aproveitamos bem os pequenos prazeres da vida :)
Para mais informações sobre a exposição ver aqui

11/12/2007

Parabéns I !!!

Manuel Cândido Pinto de Oliveira nasceu no Porto, a 11de Dezembro de 1908,embora tenha sido registado no dia 12, no seio de uma família da burguesia industrial.

Interessou-se desde muito novo pelo cinema, graças a seu pai, que o levava a ver fitas de Charles Chaplin e Max Linder, despertando-lhe o interesse para a sétima arte. Fez os primeiros estudos no Colégio Universal, no Porto, e posteriormente, no Colégio Jesuíta de La Guardia, Galiza. Mas foi como desportista de ginástica, natação, atletismo e automobilismo, que o seu nome ganhou notoriedade.

Com vinte anos, inscreveu-se na Escola de Actores de Cinema, fundada por Rino Lupo, participando com o irmão, Casimiro de Oliveira, como figurante num filme deste realizador, Fátima Milagrosa (1928). A revista Imagem pública em 1930 fotografias suas considerando-o "um dos mais fotogénicos cinéfilos portugueses". Por esta altura comprou uma máquina Kinamo com a qual começou a filmar Douro, Faina Fluvial, com um fotógrafo amador, António Mendes. Trabalho inspirado no filme de Walter Ruttman - Berlim, Sinfonia de uma Capital (1927). A 21 de Setembro de 1931 estreia a versão muda do Douro, Faina Fluvial no V Congresso Internacional da Crítica, o qual despertou violentas reacções dos nossos críticos e elogios dos estrangeiros. Críticas que nunca mais deixaram a obra de Oliveira. Por uns a sua obra é elogiada, por outros é fortemente crítica, mas Oliveira continua a filmar. As críticas são centradas na forma como estrutura os filmes e a lentidão com que se desenrola a acção. Dá mais importância às palavras e ao conteúdo do que aos actos. A câmara raramente se move, e quando o faz são movimentos subtis para mostrar um objecto, os movimentos corporais de um actor que fala. Tudo é encenado meticulosamente para o espectador não se distrair com pormenores superflúos, agarrando-o desta forma à história deste génio do cinema.
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Parabéns a este extraordinário realizador e ser humano, cheio de vitalidade no dia em que completa 99 anos!
Ver trailer do Belle Toujours