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15/06/2009

Eu até estava num estado Zen


mas há coisas que me tiram do sério!

Li aqui que devido à crise, os abortos (ok, interrupções voluntárias da gravidez...mas só voluntárias para as mulheres e homens que decidem fazê-las) aumentaram 23% desde o início do ano!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Segundo a notícia os abortos aumentaram devido "à crise económica e aos receios do seu impacto no aumento da família, segundo responsáveis clínicos" e agora pergunto eu: e para se prevenirem antes de ficarem grávidas e mandarem vidas à viola não havia nenhum receio? Sim...porque podem ir ao centro de saúde e obter gratuitamente os meios contraceptivos.


Chamem-me fundamentalista ou moralista mas de facto não consigo perceber a lógica de tal atitude até porque no limite têm a pílula do dia seguinte. Mas claro, tendo nós um governo que opta pelo facilitismo em vez da responsabilização, é bem mais fácil fazer um aborto e até têm um mês em casa com ordenado a 100%, pago por todos nós obviamente!


Numa altura de crise previne-se, não se arrisca, e cá acontece precisamente o contrário o que indicia uma sociedade sem princípios de respeito pelo próprio ou pelo próximo...uma tristeza. Congratulem-se todos os que permitiram através da liberalização do aborto, pelas 663 vidas que foram à viola desde o início do ano só no Hospital Amadora-Sintra...
Porque...há assuntos que me deixam piursa!

27/12/2008

Há pessoas que me deixam...

totalmente sem palavras!!
Pois a usá-las seriam de facto bastante agressivas perante tanta estupidez junta.
Como é possível que alguém que abortou voluntariamente fique mais uma vez grávida e o queira fazer de novo! De facto há pessoas para tudo mas estou num estado tal de irritação que quero lá saber quem me achem quadrada, ou retrógrada por defender a vida.
Regozijem-se todos os que contribuíram para a nova Lei do Aborto em Fevereiro do ano passado pois conseguiram ter uma lei que permite aberrações destas. Mandam-se vidas à viola só porque sim. E se querem saber, eu acho que, uma mulher que faça um aborto uma segunda vez deveria ter uma qualquer penalização (nem direi o que me passa pela cabeça para não chocar os mais sensíveis). E para quem não sabe, quem aborta voluntariamente, não só tem o aborto pago como pode ficar de baixa um mês com a dita paga a 100% e nós a pagarmos toda esta irresponsabilidade...


E já agora, não será aqui que alguém encontrará informações que facilitem o aborto portanto façam o favor de não voltar a pôr aqui os pés.

25/09/2008

Novo método contraceptivo em Portugal

Muito se poderia falar sobre a contracepção em geral mas não posso deixar de me centrar no ponto mais fundamental: o novo método contraceptivo existente em Portugal: o Aborto fácil.


Digo aborto fácil porque deverá ser com toda a certeza fácil para quem o pratica e repete a experiência.

Cada caso é um caso e há de facto casos dramáticos. Como já disse inúmeras vezes neste blog eu não julgo ninguém. Mas não consigo conceber como é que o aborto é hoje encarado por muita gente como um método contraceptivo. E o mais chocante é que a lei aprovada pela atitude demissionária do povo português leva a que assim seja. É muito mais fácil fazer um aborto que apostar numa campanha de prevenção.

E passado este tempo todo há hospitais onde, no espaço de um ano, mulheres já fizeram 3 abortos! Mandaram basicamente 3 vidas à viola porque o preservativo não dá prazer, porque não estão para se preocupar em tomar a pílula, ou para colocar um Diu (que lhes permitiria estarem descansadas durante 5 anos), porque nem se preocuparam em (já como medida de desespero) tomar a pílula do dia seguinte...não, é bastante mais fácil chegar ali a hospital e fazer um aborto. Afinal até podem ficar um mês em casa a recuperar as mazelas e recebem o ordenado a 100%.

Para mim há vida desde o momento da concepção e não consigo conceber que se acabe com uma vida quando se pode evitar fazê-lo tendo uma vida sexual responsável.

A maior parte das pessoas não tem a noção do que é um aborto e quais as consequências que o mesmo tem para uma mulher normal. Mesmo com todo o apoio médico, familiar e até social, as marcas ficam e elas têm de viver com elas para o resto da vida.

Pena que quem se arrependeu não fale mais do assunto e não tenha um papel mais activo na prevenção.

Nunca conheci ninguém que se tenha arrependido de ter tido um filho, mas já conheci quem se tenha arrependido de não o ter tido...e agora tem de viver com a decisão para o resto da vida.

Porque ...hoje é o dia mundial da contracepção!

30/08/2008

Quando nos recentramos....

Ainda a gozar desesperadamente o último dia de férias e por isso sem estar "activa", apenas um apontamento:

Quem já me conhece desde o início do blog, ou quem já se deu ao trabalho de ir ao histórico do blog e ver como começou, sabe que sou pela vida. Não tenho nem nunca tive a pretensão de julgar quem quer que seja. No entanto sou pela vida, sempre fui e sempre serei! E acima de tudo acho que neste caso a excepção não pode ser a regra.
As férias têm destas coisas...recentramo-nos nos nossos objectivos. Descansamos....e finalmente, sem o stress do dia-a-dia pensamos e reflectimos sobre o que é essencial e acessório. E neste caso a conjugação disso com o facto de ter recebido um e-mail de uma amiga blogosférica (pena que Portugal não tenha mais umas quantas destas pessoas) resultou no facto de vos alertar para a situação do aborto após a sua legalização e passado mais de um ano sobre o facto e sobre a possibilidade que temos de pedir que a lei seja revista.
Caros amigos, certamente que este post não agradará a muita gente que me visita. Mas como sempre fiz questão de ser transparente e como me afastei um pouco desta minha "luta", aqui fica um refresh e quem eu sou: uma pessoa cheia de defeitos, com algumas qualidades, mas que acredita a vida merece ser defendida e que basta uma sexualidade responsável para evitar sequer ter de tomar decisões difíceis.

Esta sou eu e quem quiser gosta quem não quiser não gosta. Mas para mim há valores acima de qualquer outra coisa, e a vida é um deles :)

Uma boa semana para todos!

ps - brevemente voltarei ao activo....

11/02/2008

Foi há um ano...



Pergunto-me como se sentirão as pessoas que votaram "sim" e depois se aperceberam que afinal sempre era liberalização e não despenalização...

Pergunto-me como se sentirão as mulheres que tiveram como único caminho o aborto por pressão dos companheiros, porque "o aborto até é legal"...

Pergunto-me como se sentirão as mulheres que fizeram do aborto mais um meio contraceptivo e só depois perceberam o alcance e a consequência das suas atitudes...

E entretanto foram vidas à viola!!!

Não sou fundamentalista, mas a lei anterior já previa excepções de ordem económica e social para casos limite (ver aqui) e por isso não consigo aceitar que hoje em dia quando as pessoas podem ter uma sexualidade consciente e evitar uma gravidez indesejada não o façam.

Acabou-se com o aborto clandestino? Não! Apenas temos aborto livre pago por todos nós e aborto clandestino.
Fica apenas um enorme OBRIGADO a todas as pessoas anónimas e pequenas organizações não governamentais, que continuam a ajudar quem não quer ver no aborto uma solução.

23/04/2007

O Dia

Hoje o meu tempo não é muito por isso ficam aqui os factos mais importantes deste dia 23 de Abril de 2007

Dia Mundial do Livro - Os livros para mim são muito importantes, têm o dom de me transportar para outros mundos, levam-me em viagens que fazem esquecer a rotina do dia-a-dia, puxam pela minha imaginação... e um sem fim de outros atributos que não tenho tempo para estar a falar hoje. Por estes motivos aconselho-vos a terem hábitos de leitura (sim, é preciso criar o hábito para quem normalmente não lê)

Lei do Aborto - é o 1º dia útil de entrada da lei do aborto. Para muitos será um dia de satisfação, para mim é certamente um dia de tristeza pois a nossa sociedade não mostrou ser capaz de oferecer a uma mulher em situação difícil, nada mais que o aborto como única solução.

Morte de Hieltsin - O 1º Presidente eleito na história da Rússia. Não simpatizava particularmente com o Senhor mas foi uma das figuras que marcou os últimos anos a Rússia.

Bodas de Prata à frente do FCP - Podem dizer o que quiserem mas é incontornável que o PResidente do FCP tem obra feita e á vista de toda a gente. E seria de uma inocência enorme alguém acreditar que tudo o que o FCP conseguiu não teve mérito próprio.
Resto de bom dia e uma boa semana para todos!!

15/03/2007

Diminuição de "testes do pezinho" aponta para grande descida dos nascimentos

Se isto já acontece agora imaginem quando a lei do aborto livre estiver em prática...

será que o ministro da saúde está á espera que baixe até um número em que possa mandar acabar com este teste por o resultado não ser significativo?

07/03/2007

O pesadelo já começou


Afinal foram bem mais apressados do que se previa....


Hoje infelizmente foram aprovados os artigos da nova lei do aborto.


O nosso amigo socas tinha prometido uma solução consensual e cumpriu o prometido... para todos os apoiantes do aborto livre!


Ele conseguiu a solução consensual para o seu partido e para os outros partidos de esquerda que é a consagração absotuta do aborto livre!


De fora deste consenso ficam todas as pessoas que defendem a vida e que defendem que a mulher tem o direito de conhecer quais as outras opções, nomeadamente no que diz respeito ao regime de adopção e aconselhamento familiar.


Quem pondera um aborto por razões económicas e familiares, terá como única solução fazê-lo e viver para sempre com a sua opção por não ter sido devidamente informada que havia a possibilidade de adopção do seu filho... mais uma vez é o estado no seu pior!

01/03/2007

E não é que andei enganada todo este tempo??

"PS, PCP, BE e «Os Verdes» chegaram a acordo sobre a nova lei e apresentaram terça-feira uma proposta que substitui o diploma socialista aprovado na generalidade e prevê um acompanhamento psicológico e assistência social facultativos e um período de reflexão obrigatório para as mulheres que queiram abortar.
«Alguns acham que era dever do PS ir negociar com os partidos que foram contra, não sei porque é que se estranha que o PS tenha ido ter com PCP, BE e Verdes que apoiam a despenalização», acrescentou José Sócrates, referindo-se a críticas do PSD por não ter sido consultado. "
Diário digital

Sempre pensei que a questão do aborto era uma questão humana, social, moral...enfim tudo menos uma questão partidária!

Também, apesar de não acreditar muito na política em geral, tive sempre como certo que os deputados da Assembleia da república estavam lá para trabalhar em nome de um bem comum. E ainda estava mais certa que quando um governo é eleito passa a ser o Governo de Portugal e não o Governo do partido X.

Mas, ao ler esta notícia constato que afinal andei enganada este tempo todo pois afinal e segundo o 1º Ministro do Governo Socialista, o governo só tem de falar com os partidos que lutaram pelo sim no referendo. A todos os outros fica vetada a participação na lei que regulará o aborto.

Parece-me que é como se estivesse a castigar os Partidos que optaram por uma posição distinta da defendida pelo governo... upps, pelo PS queria eu dizer.

Enfim... sem classificação este tipo de atitudes principalmente no que diz respeito a uma questão tão importante como esta!

05/02/2007

Acabar com o aborto clandestino...

Uma das questões dramáticas é a questão do aborto clandestino.

Ele existe, ninguém ignora que ele existe mas ele continuará a existir mesmo que a liberalização ganhe. Se não vejamos algumas razões:

Após as 10 semanas continuará a acontecer pois para uma mulher que tenha uma gravidez fora do prazo legal, terá de recorrer ao clandestino.

Em Pequenas localidades , onde todos se conhecem, as mulheres continuarão a recorrer ao aborto clandestino para não verem a sua vida comentada.

Pensando na forma como poderemos combater o aborto clandestino, acredito sinceramente que passa pela continuação do trabalho começado após o referendo de 1998 em que surgiram organizações de apoio á vida. Muitas das mulheres que abortaram, quando confrontadas com a pergunta se "Tivessem tido apoio para levar a gravidez por diante" responderam que sim, que teriam tido o seu filho.

O importante é então haver um envolvimento da sociedade, de TODOS nós, e não de alguns que se lembram do tema apenas na altura das eleições. A sociedade tem de saber exigir ao governo que crie condições de apoio á vida. Não podemos ser uma sociedade demissionária em que criticamos o Estado como se não tivéssemos nada a ver com o assunto. Temos obrigação de fazer valer o que defendemos, e neste caso é defender a vida.

02/02/2007

Mais um Não

A minha resposta é "Não"
"Uma das afirmações recorrentes dos partidários do "sim" é a de que, enquanto os "nãos" se perdem em pormenores "filosóficos", eles, pelo contrário, tentam resolver problemas "quotidianos" e "reais". Outra é a de que ser pelo "não" e pela despenalização acaba por desaguar numa contradição insanável e que, a ser concretizado um compromisso desse tipo, restaria à lei um carácter apenas "simbólico". O olhar-de-alto que estes "sins" têm para com esses dois termos é revelador. De facto, os ares do tempo não estão para nada remotamente "filosófico" ou "simbólico"... E, no entanto, é óbvio - um - que a questão do começo da vida não é resolúvel por nenhuma bitola científica, e - dois - que não é negligenciável a importância do sinal que, nesta matéria, a lei dá à sociedade.

Outra espécie de argumento consiste em dizer-se que o lado do "não" tenta impor as suas convicções a todos, ao passo que o do "sim" oferece a liberdade de escolha a cada um. A afirmação, que roça o antidemocrático, é inconsistente. Num referendo - por definição - escolhe-se. Não se trata de "impor" convicções a ninguém. O que se trata é de discutir se o Direito deve ter um fundamento ético mínimo ou se é apenas a regulação convencional do "facto consumado".Em concreto, é verdade, não há modelos perfeitos. Mas uma solução tão moderada como a que a lei alemã consagra - que exige um "aconselhamento dissuasor" seguido de um período de reflexão - implica já um "não" à pergunta do dia 11. A este respeito, leia-se Joaquim Pedro Cardoso da Costa: "(...) No modelo da lei alemã, o aborto, mesmo nos casos em que, depois de realizado aquele aconselhamento dissuasor, é considerado não punível, sempre continua a ser tratado, para todos os efeitos jurídicos, como um acto ilícito (...)."

Estou com a metáfora de José Pacheco Pereira - também eu desejaria que este debate fosse "feito quase por telepatia, por gestos subtis" -, por isso recusei participar no ruído das campanhas. Mas aqui não pos-so deixar de dizer o meu "não". Além do mais, no plano político, esta parece-me das mais graves rendições da esquerda: a aceitação tácita de que o mundo, afinal, não é transformável e que, portanto, em nome da "falsa tolerância" de que falava Pasolini, o melhor é facilitar. Sim?
Jacinto Lucas pires in DN

31/01/2007

Da mentira alguma coisa fica...

Neste post do BdN é mencionada uma das táticas mais usadas por quem quer desesperadamente que o aborto seja livre.
A tática é simples: mente-se pois da mentira alguma coisa fica!!
Na falta de argumentos esta tática dá bastante jeito se não vejamos os exemplos:
Dizem que a pergunta se refere unicamente a despenalização quando o que verdadeiramente está em causa é a liberalização!
Dizem que se deve liberalizar para que não haja mais mulheres presas quando nunca houve nehuma!
Dizem que os defensores do não são todos católicos, quando isso não só não é verdade como também os que são católicos, e neste grupo incluo-me eu, defendem que a sua opção surge antes da sua religiosidade.
Realmente, enquanto os defensores do não na sua boa fé tentam esclarecer as mentiras lançadas pelo sim, acabam por perder um tempo precioso a esclarecer o que realmente importa.
Importa informar que está em causa o ABORTO LIVRE até ás 10 semanas.