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20/07/2009

Diálogos...

O Luís anda na fase dos conceitos...de os aprender e de os discutir de forma a entendê-los melhor. Desta vez o cenário foi no carro à ida para casa na 6ª feira.


Luís - Mãe sabe o que é um ladrão?
Eu - Sei e tu, sabes?
Luís - Mãe um ladrão é um Senhor muito zangado e por isso rouba coisas
Eu- ... (tentado perceber rapidamente qual a lógica do zangado...)
Luís - rouba os meus brinquedos, rouba as maçãs, os iogurtes
Eu - ... (com uma enorme vontade de rir ao ver a lista de objectos passíveis de serem roubados) pensa que um ladrão é uma pessoa que pega em coisas que não lhe pertencem.
Luís - (com ar muito pensativo e após pausa de reflexão) a Mãe quando está zangada também rouba coisas???
Eu - Claro que não!! Não é por as pessoas estarem zangadas que roubam coisas. As pessoas roubam porque acham que podem pegar em tudo, mesmo que não lhes pertença. Imagina que íamos ao supermercado e trazíamos as coisas sem entregar as moedas...
Luís - Mãe as moedas o dinheiro ou o cartão mãe!!!!
Eu - Isso mesmo (pensando em como estou retrógrada em falar só em moedas e vir ele com o cartão)


Porque...a idade das perguntas é uma verdadeira aventura :)

23/10/2008

Partilhar

Partilhar
v. tr.,
fazer partilha de;
repartir;
dividir em partes;
compartilhar;
v. int.,
tomar parte em;
comparticipar.

Compartilhar
v. tr.,
participar de;
quinhoar;
compartir;
tomar parte em.

Quando tenho dúvidas sobre o significado ou conceito de determinada expressão tenho por hábito ver no diccionário se o que penso está correcto. Desta vez a palavra foi Partilhar.

Estamos num mundo que motiva o invididualismo é certo, mas não concebo que as relações interpessoais não tenham como base a partilha. Aliás acho utópico a existência das mesmas sem a aplicação do conceito de partilha, seja qual fôr a base de uma relação.

Obviamente que a partilha será proporcional á intimidade do relacionamento. Com colegas de trabalho partilhamos, trabalho, o humor do dia , pequenas trivialidades do dia-a-dia. Já com amigos partilhamos o bom e o mau, as experiências que vamos tendo, as alegrias, as tristezas. Como família a partilha é visceral quase, pois partilhamos de forma inata desde que nascemos. Como casal só concebo uma partilha completa onde tudo é partilhado sem que isso represente a anulação de um dos dois ou a inexistência de privacidade individual.

Se olharmos para o significado de partilhar e depois formos a compartilhar sobressaem os conceitos de "dividir em partes" e "tomar parte em". E agora pergunto-me porque é tão difícil para as pessoas o acto de partilhar? Seja o bom e o mau. O bom até acaba por ser mais fácil de partilhar mas o mau pode e deve ser partilhado pois é nos momentos mais difíceis que crescemos enquanto seres humanos, é neles que transparece a nossa essência. Se nos fecharmos em copas e não partilharmos além de darmos uma ideia errada de quem somos, afastamos as pessoas á nossa volta e corremos o risco de um dia acabarmos na solidão.

A partilha nem sempre é fácil, por vezes é muito difícil mesmo, mas é sempre gratificante!