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28/09/2009

Pensamento do dia

A cultura nunca poderá ser um factor estratégico de mudança. Se é estratégia, não é cultura. Faz-se apelo à cultura como estratégia de mudança, tentando resolver a condição perturbadora do homem culto, munido de culpabilidade inconsciente, ou simplesmente isento da culpabilidade pelo sofrimento. Isso não é possível. A cultura não se enquadra na totalidade política. Há um grave mal-entendido quanto a isso. A cultura não significa o conforto da neutralidade, a irónica graduação da expectativa, a ginástica do não-compomisso. Significa um enraizamento em si mesmo, que conserva no homem a faculdade de julgar. Não é contrária à acção, mas é condição necessária para que a acção seja serena e útil, e não impaciente e desordenada. Não se trata de racismo espiritual; não se trata da pretensão de existir à parte da história política do mundo. É a intenção absolutamente necessária de ser livre, face aos acontecimentos, qualquer que seja a lógica que os liga. A cultura é o que identifica um povo com a sua finalidade.
Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'
Porque...hoje esta reflexão vem mesmo a calhar depois dos resultados de ontem :S

29/10/2007

De pequenino se torce o pepino III

Acabo de ler aqui que segundo o Eurostat Os portugueses são dos europeus que menos participam em actividades culturais, tendo apenas metade lido um livro no último ano e um quarto visitado um museu ou galeria. Este estudo foi nos 27 países sendo que nós ficamos em último!!!

É por isso que acredito que de pequenino se torce o pepino!!!

De pequenino se torce o pepino II

Ainda sobre o papel que nós pais temos na educação e a propósito de uma conferência que decorre hoje na Casa da Música sobre "o papel e o espaço da arte no sistema educativo" tenho verificado que de facto os nossos exemplos nos hábitos mais simples são a melhor forma de passarmos a mensagem que queremos.
Desde sempre temos por hábito lá em casa ler e ouvir música e é curioso ver que isso se tornou num hábito também para o Luís pois é ele mesmo a pedir música, seja ela qual fôr. Quanto aos livros gosta de andar com eles de um lado para o outro e sentar-se a folheá-los para ver as imagens. Dá-nos um e fica com outro (claro que falo daqueles pequeninos só com imagens e apropriados para crianças de 2 anos), ficando entretido durante bastante tempo. E claro que brinca com todos os outros brinquedos próprios da sua idade!!!
Não tenho nenhuma intenção em transformar o meu filho em nada que ele não queira ser mas acredito que hábitos destes incutidos desde que são muito pequenos, tornam-se em coisas naturais não havendo mais tarde a dificuldade em incutir gosto pela música ou hábitos de leitura.
Considero que na educação a arte deve ter um papel importante na educação, embora aqui me sinta uma completa leiga, pois só assim se combaterá o grave problema cultural que temos. e gostaria de saber que na escola ele teria um reforço destes conhecimentos.