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03/10/2007

O Egoísmo


O egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antónimo de altruísmo.

Egoísmo talvez seja o sentimento mais globalmente presente na sociedade do nosso mundo moderno. Mais do que um sentimento passou a ser uma forma de estar que é praticada desde o indivíduo até ao país. Vejamos a atitude egoísta dos EUA na questão de Kioto, vejamos o egoísmo do vizinho do lado que estaciona o carro no meio de dois lugares sem sequer se preocupar que poderiam ali estacionar dois carros.

É certo que temos de conviver com o egoísmo diáriamente. Mas devemos saber apartamo-nos dessa forma de estar, pelo menos eu penso assim, mesmo que por causa disso seja considerada uma ave rara. Claro que também tenho os meus egoísmos, como todos temos. Mas tento acima de tudo não me limitar a não fazer aquilo que não gostaria que me fizessem a mim, e pensar o contrário, fazer aos outros aquilo que gostaria que me fizessem.

Parece confuso mas não é. O primeiro caso restringe-se á anulação de determinada atitude, o segundo vai um bocado mais além pois leva-nos a ter uma atitude interventiva.

No amor por exemplo lembro-me de uma frase do meu pai quando lhe disse que ia casar. Disse-me que amar a outra pessoa é saber fazer um sacrífício pelo outro e ter prazer nisso ao pensar na satisfação que irá causar. Simples o conceito mas de aplicação complicada numa sociedade voltada para o seu umbigo.

Já repararam que nos é, por exemplo, muito mais fácil dar uma ajuda monetária do que dar o nosso tempo como forma de ajuda?

É um acto quase heróico teimarmos em não sermos egoístas, mas eu ainda vou tentando (muitas vezes não consigo mesmo...lol).

Estarão a perguntar-se qual a razão destas palavras...é simples li à momentos a seguinte frase que no dia de hoje fez para mim muito sentido:

"Diz-se que o egoísmo não sabe amar, mas também não sabe deixar-se amar."
(Astolphe de Custine)

06/09/2007

Atropelos


A falta de civismo é um assunto que cada vez me irrita mais. Cada vez é mais insuportável ter de aturar pessoas que quase se atropelam para serem as primeiras a passar por uma porta, ou eu dar passagem a um carro e não haver um sinal de agradecimento, ou o contrário...ninguém dar passagem...ou parar numa passaderia...enfim acho que percebem do que falo.

Estes pequenos exemplos ilustram bem a nossa sociedade, onde as pessoas vivem sempre centradas no seu umbigo, com uma atitude mesquinha e tacanha, com uma atitude de falta de respeito pelas regras de sociedade.
Após umas férias num país onde a atitude é exactamente oposta, confesso que sinto uma enorme dificuldade em voltar a esta grotesca rotina...é deprimente ver as pessoas sempre com uma cara mal disposta, a não saberem ter uma atitude cortês, por mais pequena que ela seja. É difícil ficar parada e não explodir quando vejo as pessoas a não cumprirem o estipulado, apenas por proveito próprio.

Hoje tive um belo exemplo disso e não obstante a minha boa disposição matinal, tive de contar até 100 para não explodir de forma mais incorrecta.
Apanhei o metro de manhã para chegar ao escritório. No metro há uns lugares cujo banco levanta e nas costas dos mesmos podemos ler a seguinte inscrição "Por favor não utilizar em horas de ponta". Nestes 4 bancos (2 à direita e 2 à esquerda) iam todos ocupados por pessoas novas, frescas que nem umas alfaces, e sem a mínima necessidade peremptória de os usar.
Fiquei tão irritada que sabia que não tinha a capacidade de fazer uma chamada de atenção de forma correcta...assim que fiquei por um olhar fulminante, que foi totalmente ignorado.
Porque é que custa tanto ás pessoas serem cívicas?

23/07/2007

Mais uma ideia brilhante...

O Ministério da Educação propôs na passada semana que o ensino da música nas Actividades de Enriquecimento Curricular, seja substituído por outra actividade sempre que se verifiquem dificuldades de contratação de professores qualificados, sem prejuízo no valor do financiamento. (ler mais aqui ).
Não querendo simplesmente fazer crítica gratuita parece-me no entanto que o Estado faz exactamente o contrário do que deveria fazer. O Estado deveria promover a cultura e criar condições para que a mesma chegue ao maior número de pessoas, tendo a escola um papel fundamental no enriquecimento cultural.
Mas não... o Estado opta pela política do fácil...faz-se uma qualquer outra actividade e fica o assunto resolvido. Nem sequer é planeada a actividade a ser feita.
Mas isto sou só eu a falar...

24/05/2007

Pare, Escute e Olhe!




Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metro de Washington, de manhã, em hora de ponta, despertando pouca ou nenhuma atenção.

A iniciativa foi do jornal "Washington Post", com a ideia de lançar um debate sobre arte, beleza e contextos. Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares! Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares.

Ali na estação de metro foi ostensivamente ignorado pela maioria, à excepção das crianças, que, inevitavelmente paravam para escutar Bell... Segundo o jornal, isto é um sinal de que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.

"Foi estranho ser ignorado" Bell, que é uma espécie de 'sex symbol' da clássica, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total. Esse facto, aparentemente, não impressionou os utentes do metro.

"Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso. "Num concerto, fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas no metro as minhas expectativas diminuíram. Fiquei agradecido pelo mínimo reconhecimento, mesmo um simples olhar", acrescentou. O sucedido motiva o debate foi este um caso de "pérolas a porcos"? É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou tão-só uma opinião? Mark Leitahuse, director da Galeria Nacional de Arte, não sesurpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará".Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante".

Foi tirado daqui

É realmente uma tristeza ver que nos deixamos "endurecer" e deixamos de ter a capacidade e apreciar a beleza nas suas difeerentes formas

15/05/2007

Coragem que não acaba...

Li no blog do h.r. uma frase acerca da mãe do Rui Pedro pois afinal já passaram 9 anos e ela continua com uma dor imensa no seu olhar. É verdade o que diz h.r.... mas vendo bem as coisas, esta mãe reagiu muito bem e tem uma força de vida fantástica pois continua a acreditar que vai encontrar o filho.

Ontem no programa prós & contras (que não pude ver até ao fim) reparei na forma decidida e controlada como se expressava. Então no momento em que voltou a fazer um apel pelo filho e olho directamente para a câmara, a sua força arrepiou-me! Olho para o meu filho e nem consigo ter uma pálida ideia do que faria, no entant sei que tentaria ser como ela que, sem qualquer tipo de apoio, perante uma Polícia Judiciária totalmente desorganizada na altura, ela lutou e durante 9 anos tem feito de tudo para tentar encontrar o seu filho.

Um dia encontrei-a no parque da cidade numa marcha pelas crianças maltratadas em que se falou também de crianças desaparecidas, a certa altura pediram-lhe para falar com os presentes (uma tristeza de participações...como sempre em Portugal era apenas umas centenas, quand podiam ter sido uns milhares) Ela ficou de uma calma incrível, tentou ser objectiva, ela sabe que isso é essencial para passar a informação que pretende.

Imaginem agora a dor desta mãe a ver as diferenças de tratamento (umas pelo avançar do tempo, mas a maior parte por ser onde foi e com quem foi) entre o seu caso e este caso mais recente? Ontem os pais ingleses lá apareceram a falar umbocado com a comunicaçã social, eles sabem que é essencial não deixar morrer a história, eles têm a atenção da comunicação social a nível mundia... e sabem-no e não querem desperdiçar este precioso recurso.

A mãe do Rui Pedro, não tinha comunicação social, não veio ninguém com grandes ofertas para o caso de o filho aparecer, teve de fazer e colar cartazes sózinha...e nunca desistiu! E ontem chegou ao ponto de dizer que ao menos o caso do filho dela tenha servido para alertar às mudanças...credo que coragem, sinceramente não sei se conseguiria ter este tipo de postura perante tal diferença de tratamento.

Hoje fica aqui um beijinho para esta mãe em especial, com desejo que volte a encontrar o seu filho.

09/05/2007

Eu bem tentei...

Mas não resisti a fazer mais uma das minhas reclamações.
Vi ontem mais um programa do António Barreto na Rtp1. Desta vez falava-se sobre Portugal no contexto europeu.. . Portugal país europeu.

No decorrer do programa António Barreto foi dando uma imagem bastante lúcida sobre o nosso país (como o fez aliás em todos os programas desta série) e a certa altura falou de temas fulcrais tais como a saúde e a educação.

Pelo que nos deu a conhecer, no caso da saúde estima-se um desperdício de 25% do orçamento! Não..não me enganei...é mesmo um quarto do orçamento que é totalmente desperdiçado.
Apareceu então um médico de um hospital onde a cirugia (penso que é a unidade de cirugia) tem uma gestão autónoma.. com a respectiva responsabilização. (um pormenor importante, eu reconheci a cara deste médico por ter aparecido á uns meses atrás numa repsotagem onde assumia que encarava a medicina como uma missão e que por isso não exercia privada mas apenas pública)
Dizia este médico que a sua unidade não tem listas de espera e até dá lucro! Ora aqui está um exemplo de como se pode fazer bem e barato.
Deram também o exemplo de um centro de saúde com gestão autónoma que funcionava bem. Os médicos de família deste centro de saúde fazem visitas domiciliárias e visitas hospitalares aos seus utentes caso seja necessário.
E agora pergunto eu...mas poque é que o resto não funciona? Estes dois médicos assumiram que existem condições a nível nacional para termos uma saúde exemplar mas provavelmente existem interesses em que isto não aconteça.
E que fazemos nós? Continuamos sentadinhos no sofá a ver o nosso país a ficar em cacos?
Para mim não obrigada!