Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens

02/07/2011

Ausência

Ausência...uma palavra tão pouco mencionada e ao mesmo tempo tão presente no nosso quotidiano.
Ausência daqueles que vamos perdendo simplesmente porque a vida não se compadece com a nossa fragilidade de perder os nossos pilares. E ainda por estes dias me passou pelos olhos uma frase de Eduardo Sá
"Nunca se prepara um adeus. Qualquer que seja. Imaginar um adeus não nos habilita a compreender a tontura de sermos apanhados de surpresa quando perdemos alguém. Preparar a despedida não nos ensina a dizer adeus mas, simplesmente, a prevenir todos os remorsos."
Sem dúvida verdadeira esta frase, com uma pessoa que me era próxima (a minha avó), um dos pilares da minha vida, aconteceu-me precisamente isto e nem os remorsos consegui evitar...achamos sempre que poderíamos, deveríamos ter feito mais... mas acabamos por aprender a viver com a perda.

Há também outros tipos de ausências...ausência do tempo em que éramos crianças e a vida estava de portas abertas para nós. Claro que com a idade umas se fecham mas outras se vão abrindo, mas algures fica a sensação de perda de haver algumas coisas que já não nos pertencem ( e não, não estou numa crise de identidade ou idade, a vida é mesmo assim :) )

Há ausências que nos são impostas e ausências que criamos, seja porque razão fôr. As que nos são impostas aprendemos a conviver com elas ( vamos ter um exemplo muito em breve com o nosso subsídio de natal e algumas outras regalias que eram assumidas e que irão desaparecer nos próximos tempos).
Outras acontecem por circunstâncias da vida e o Ser Humano, que tem uma capacidade fabulosa de adaptação, lá sobrevive, redefine os seus objectivos de vida, ergue a cabeça e segue em frente. O grande problema é que por vezes a vida nos passa umas rasteiras e o que já estava assumido como ausente aparece do nada, e aí a confusão fica lançada.
Nós, Seres Humanos, somos particularmente resistentes, no entanto nem sempre estamos preparados para as surpresas que a vida nos reserva, sejam elas boas ou más.

Parei agora e reli o que escrevi e até me rio ao pensar que poderá este texto ser interpretado como uma qualquer mensagem codificada...que não é de todo!!!
É apenas uma reflexão dos últimos tempos, meus e das pessoas que me são próximas.

Mas para chegar ao cerne da questão falo das ausências que tentamos assumir, com toda a sua perda inerente. Assumimos conscientemente determinada ausência, pois no prato da balança com tudo devidamente pesado o resultado é que a ausência é menos prejudicial que a presença. Os primeiros tempos custam sempre, há a dúvida das atitudes tomadas (quem nunca se afastou de um amigo que afinal não nos fazia tão bem quanto mal), há a saudade pelo hábito da presença, pela cumplicidade, pela partilha, etc etc. Mas ao fim de algum tempo conseguimos ultrapassar e seguimos em frente. O grande problema é que este processo normalmente se passa com pessoas que nos são importantes e por isso se de um momento para o outro a outra pessoa reaparece, a complicação é maior, surgem as dúvidas sobre as atitudes tomadas, vem a memória afectiva...todo o investimento feito, e a dificuldade acresce na hora de decidir que caminho seguir, retomar contacto ou afastar e seguir em frente. E principalmente vem a quase certeza de nova desilusão...que normalmente acontece, simplesmente porque as pessoas não mudam, a menos que lhes tenha acontecido na vida algum profundamente fracturante...de resto a essencial é a mesma ao longo da vida e quanto a isso não tenhamos ilusões...mas claro, como Seres Humanos que somos, temos sempre esperança na mudança para melhor.

Já tive os dois casos por isso sou a pessoa menos indicada para aconselhar...a não ser num pormenor....cada vez mais sigo o meu instinto...pois por norma acerta a 300%.E das vezes que não o segui...vim a perceber mais tarde que o deveria ter seguido! Mas claro, nas relações humanas a afectividade na maior parte das vezes não deixa que entre a racionalidade.

29/09/2009

Verifiquem sempre!!!! parte II

No seguimento do texto anterior aproveito para destacar a parte final do mail do Pedro pois considero merecedora de toda a nossa ajuda. Sigam mesmo o conselho e visitem o site.

"Aproveito para falar de uma iniciativa verdadeira.
S.f.f. vão ao site oncologiapediatrica.org onde existe uma grande quantidade de depoimentos/relatos/Testemunhos.... Pretendo converter tudo num livro e oferecer toda a receita à ACREDITAR. Se conhece quem pode financiar este projecto agradeço que me contacte. Tambem pode ver um resumo deste tema no site da SIC, Programa Contacto de 19 Maio 2009 ou em http://www.vimeo.com/4968038.

Obrigado.
Melhores cumprimentos,
Pedro Bello "

Porque há pessoas que pelo seu percurso de vida e pelas suas acções fazem a diferença...

15/06/2009

Eu até estava num estado Zen


mas há coisas que me tiram do sério!

Li aqui que devido à crise, os abortos (ok, interrupções voluntárias da gravidez...mas só voluntárias para as mulheres e homens que decidem fazê-las) aumentaram 23% desde o início do ano!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Segundo a notícia os abortos aumentaram devido "à crise económica e aos receios do seu impacto no aumento da família, segundo responsáveis clínicos" e agora pergunto eu: e para se prevenirem antes de ficarem grávidas e mandarem vidas à viola não havia nenhum receio? Sim...porque podem ir ao centro de saúde e obter gratuitamente os meios contraceptivos.


Chamem-me fundamentalista ou moralista mas de facto não consigo perceber a lógica de tal atitude até porque no limite têm a pílula do dia seguinte. Mas claro, tendo nós um governo que opta pelo facilitismo em vez da responsabilização, é bem mais fácil fazer um aborto e até têm um mês em casa com ordenado a 100%, pago por todos nós obviamente!


Numa altura de crise previne-se, não se arrisca, e cá acontece precisamente o contrário o que indicia uma sociedade sem princípios de respeito pelo próprio ou pelo próximo...uma tristeza. Congratulem-se todos os que permitiram através da liberalização do aborto, pelas 663 vidas que foram à viola desde o início do ano só no Hospital Amadora-Sintra...
Porque...há assuntos que me deixam piursa!

28/01/2009

Faz hoje um ano que o Lourenço, neto de uma amiga, a Graça do Sarrabiscos, foi para casa depois de ter nascido prematuramente.

Porque razão estou a recordar a data? É simples, é importante sabermos que devemos acreditar sempre que vai tudo correr bem...e correu! E também é muito importante acreditar que um pormenor pode fazer a diferença. Os que por aqui andavam e andam (algum mais ausentes) fomos tentando dar apoio através dos nossos blogs e tenho a noção que esse apoio fez a diferença pois ajudou, deu esperança e pensamento positivo enquanto os dias de espera passavam lentamente.
Mais do que recordar a data este post é para dar um exemplo a quem não acredita que o seu próprio acto faça a diferença... por mais pequenino que pareça faz sempre a diferença, acreditem nisso!
Um óptimo dia para todos!




27/12/2008

Há pessoas que me deixam...

totalmente sem palavras!!
Pois a usá-las seriam de facto bastante agressivas perante tanta estupidez junta.
Como é possível que alguém que abortou voluntariamente fique mais uma vez grávida e o queira fazer de novo! De facto há pessoas para tudo mas estou num estado tal de irritação que quero lá saber quem me achem quadrada, ou retrógrada por defender a vida.
Regozijem-se todos os que contribuíram para a nova Lei do Aborto em Fevereiro do ano passado pois conseguiram ter uma lei que permite aberrações destas. Mandam-se vidas à viola só porque sim. E se querem saber, eu acho que, uma mulher que faça um aborto uma segunda vez deveria ter uma qualquer penalização (nem direi o que me passa pela cabeça para não chocar os mais sensíveis). E para quem não sabe, quem aborta voluntariamente, não só tem o aborto pago como pode ficar de baixa um mês com a dita paga a 100% e nós a pagarmos toda esta irresponsabilidade...


E já agora, não será aqui que alguém encontrará informações que facilitem o aborto portanto façam o favor de não voltar a pôr aqui os pés.

26/11/2008

E hoje...


...a vida delas volta ao esquecimento...
Já não há mais fotografias chocantes, já não há mais notícias de primeira página.
Voltam a ficar no silêncio aterrador de quem sofre e nada pode fazer a maior parte das vezes...ficam remetidas para uma notícia de rodapé.

A maior parte nem sequer soube ou sabe que há um dia da erradicação...simplesmente porque para elas não o houve. Muito provavelmente algumas apanharam uns estalos, ou uns pontapés, outras foram ameaçadas do mesmo caso pisassem o risco e assim tiveram de engolir em seco e pensar na esperança de um dia poderem largar a vida que levam...mas os filhos...esses assistem a tudo e são uma das razões dos maus tratos. As mães para os defenderem acabam por pagar elas a factura.

A violência que muitas mulheres são alvo é normalmente feita entre quatro paredes, no "aconchego" do lar e por isso é muito difícil fazer prova num tribunal. A menos que a agressão seja física e leve a mulher ao hospital e ela assuma o que aconteceu, até podemos denunciar mas daí à condenação efectiva há um deserto muitas vezes interminável. Há a negação, a vergonha em contar e assumir que se é vítima, o medo das represálias pois ao fim do dia é para casa que a mulher volta.

Tudo é muito mais complexo do que nos parece à primeira vista. E ao contrário do que a maior parte das pessoas julga, as agressões físicas e psicológicas acontecem em todos os estratos sociais e muitas vezes por parte de pessoas insuspeita à primeira vista.
Há mulheres que se perdem...como seres humanos e que nunca mais voltam...


PS - Falo em mulheres pois na generalidade são as mulheres as vítimas o que não quer dizer que não existam casos de homens!


Porque todos os dias deveriam ser dias de erradicação da violência...

25/09/2008

Novo método contraceptivo em Portugal

Muito se poderia falar sobre a contracepção em geral mas não posso deixar de me centrar no ponto mais fundamental: o novo método contraceptivo existente em Portugal: o Aborto fácil.


Digo aborto fácil porque deverá ser com toda a certeza fácil para quem o pratica e repete a experiência.

Cada caso é um caso e há de facto casos dramáticos. Como já disse inúmeras vezes neste blog eu não julgo ninguém. Mas não consigo conceber como é que o aborto é hoje encarado por muita gente como um método contraceptivo. E o mais chocante é que a lei aprovada pela atitude demissionária do povo português leva a que assim seja. É muito mais fácil fazer um aborto que apostar numa campanha de prevenção.

E passado este tempo todo há hospitais onde, no espaço de um ano, mulheres já fizeram 3 abortos! Mandaram basicamente 3 vidas à viola porque o preservativo não dá prazer, porque não estão para se preocupar em tomar a pílula, ou para colocar um Diu (que lhes permitiria estarem descansadas durante 5 anos), porque nem se preocuparam em (já como medida de desespero) tomar a pílula do dia seguinte...não, é bastante mais fácil chegar ali a hospital e fazer um aborto. Afinal até podem ficar um mês em casa a recuperar as mazelas e recebem o ordenado a 100%.

Para mim há vida desde o momento da concepção e não consigo conceber que se acabe com uma vida quando se pode evitar fazê-lo tendo uma vida sexual responsável.

A maior parte das pessoas não tem a noção do que é um aborto e quais as consequências que o mesmo tem para uma mulher normal. Mesmo com todo o apoio médico, familiar e até social, as marcas ficam e elas têm de viver com elas para o resto da vida.

Pena que quem se arrependeu não fale mais do assunto e não tenha um papel mais activo na prevenção.

Nunca conheci ninguém que se tenha arrependido de ter tido um filho, mas já conheci quem se tenha arrependido de não o ter tido...e agora tem de viver com a decisão para o resto da vida.

Porque ...hoje é o dia mundial da contracepção!

03/09/2008

No final das contas...


Tive uma avó maravilhosa, a avó Amélia.

Era uma senhora que além de todas as qualidades que tinha como ser humano tinha uma que se destacava: era muito independente e cheia de genica. Detestava incomodar quem quer que fosse e acima de tudo adorava viver, fazer as suas coisas, sair, ir tomar café com as amigas, ir às compras etc. A Certa altura foi-lhe diagnosticado o Parkinson contra o qual lutou até onde pode e só quando já o Parkinson lhe tinha tirado a mobilidade, a independência, a fala de forma irreversível é que a minha avó desistiu....mas não sem antes lutar com todas as suas forças. Esta minha avó e a avó de uma amiga minha que era também sua amiga eram as excepções no nosso grupo de amigos. todos os outros avós ficavam mais por casa, precisavam bastante do apoio dos filhos e já não eram vistos como parte activa na família.

Porque razão falo hoje deste assunto?

Porque estive de férias em Espanha, país que adoro principalmente pela forma alegre que as pessoas têm e levar a sua vida. E estando de férias tive oportunidade de observar mais uma vez que há uma grande diferença de atitude das pessoas perante a vida. E essa diferença nota-se no final das contas. A zona onde estávamos no norte de Espanha é uma zona não turística frequentada essencialmente por famílias. Na praia vivia-se um ambiente familiar, com muitas crianças, com pais tios, primos e....avós! E foram estes últimos que me chamaram a atenção.

A diferença de firma de estar na vida da 3ª idade portuguesa e espanhola é gritante. Quando falo de avós falo de pessoas que teriam 70/80 anos e que embora estivessem com a restante família de féria, faziam uma vida bastante independente mas sendo sempre uma parte activa na família. De manhã cedo já estavam na praia a fazer os seus passeios...e não imaginam a quantidade de vezes que faziam a praia de uma ponta à outra! Tinham também as suas cadeiras de praia onde se juntavam grupos a apanhar sol, à conversa, a fumar uns cigarros, iam ao bar beber "una Caña" e por vezes ficavam por ali a jogar umas cartas.

Havia uma senhora que deveria ter cerca de 70/75 anos e todos os dias de manhã estava com uma amiga mais nova na praia. Chegava, abria a sua cadeira, ia tomar um banho e sentava-se a ler o jornal e a falar com a amiga. Fuma imenso, cigarro após cigarro. E tinha um telemóvel onde recebia inúmeras chamadas e que para meu espanto, quando tive oportunidade de reparar melhor era um PDA!!!!

Havia também um casal da mesma idade em que a senhora andava sempre com cores alegres: biquíni( simmmm biquíni, cliquem na foto e vejam que lá está ela de touca amarela prontinha a tomar um banho logo de manhã) azul turquesa, ou vermelho, mas sem parecer ridícula. Faziam enormes passeios na praia, iam dormir a sesta mas à tarde lá estavam eles outra vez e eram dos últimos a sair da praia.

Realmente a 3ª idade espanhola tem uma diferença de atitude perante a vida. Não quer ser um estorvo, não exige atenção, assume-se independente, viva e faz questão de marcar essa posição. E com isto tudo continuam a ser pais e avós activos no núcleo familiar e isso via-se bem.



Assim vale a pena viver a vida! Mas é importante que tomemos consciência (ainda estamos a tempo disso) que a nossa atitude perante a vida é que marca a diferença...e no final das contas isso nota-se!

30/08/2008

Quando nos recentramos....

Ainda a gozar desesperadamente o último dia de férias e por isso sem estar "activa", apenas um apontamento:

Quem já me conhece desde o início do blog, ou quem já se deu ao trabalho de ir ao histórico do blog e ver como começou, sabe que sou pela vida. Não tenho nem nunca tive a pretensão de julgar quem quer que seja. No entanto sou pela vida, sempre fui e sempre serei! E acima de tudo acho que neste caso a excepção não pode ser a regra.
As férias têm destas coisas...recentramo-nos nos nossos objectivos. Descansamos....e finalmente, sem o stress do dia-a-dia pensamos e reflectimos sobre o que é essencial e acessório. E neste caso a conjugação disso com o facto de ter recebido um e-mail de uma amiga blogosférica (pena que Portugal não tenha mais umas quantas destas pessoas) resultou no facto de vos alertar para a situação do aborto após a sua legalização e passado mais de um ano sobre o facto e sobre a possibilidade que temos de pedir que a lei seja revista.
Caros amigos, certamente que este post não agradará a muita gente que me visita. Mas como sempre fiz questão de ser transparente e como me afastei um pouco desta minha "luta", aqui fica um refresh e quem eu sou: uma pessoa cheia de defeitos, com algumas qualidades, mas que acredita a vida merece ser defendida e que basta uma sexualidade responsável para evitar sequer ter de tomar decisões difíceis.

Esta sou eu e quem quiser gosta quem não quiser não gosta. Mas para mim há valores acima de qualquer outra coisa, e a vida é um deles :)

Uma boa semana para todos!

ps - brevemente voltarei ao activo....

11/02/2008

Foi há um ano...



Pergunto-me como se sentirão as pessoas que votaram "sim" e depois se aperceberam que afinal sempre era liberalização e não despenalização...

Pergunto-me como se sentirão as mulheres que tiveram como único caminho o aborto por pressão dos companheiros, porque "o aborto até é legal"...

Pergunto-me como se sentirão as mulheres que fizeram do aborto mais um meio contraceptivo e só depois perceberam o alcance e a consequência das suas atitudes...

E entretanto foram vidas à viola!!!

Não sou fundamentalista, mas a lei anterior já previa excepções de ordem económica e social para casos limite (ver aqui) e por isso não consigo aceitar que hoje em dia quando as pessoas podem ter uma sexualidade consciente e evitar uma gravidez indesejada não o façam.

Acabou-se com o aborto clandestino? Não! Apenas temos aborto livre pago por todos nós e aborto clandestino.
Fica apenas um enorme OBRIGADO a todas as pessoas anónimas e pequenas organizações não governamentais, que continuam a ajudar quem não quer ver no aborto uma solução.

28/01/2008

Lembram-se do Lourenço?

Caros amigos da Blogosfera:

Lembram-se do Lourenço, aquele rapazinho que resolveu nascer apressado na ânsia de conhecer o pai natal?

Pois é...é com muita mas muita alegria que vos digo que foi hoje para casa com os pais e irmãos. A avó Graça dar-vos-á mais pormenores aqui mas não queria deixar de contar aqui para que todos os que me foram perguntado soubessem e para vos poder agradecer a adesão nas mensagens de apoio. Sempre fizemos a diferença pelo que percebi :)))))
O Lourenço tem um mês e 19 dias e já pesa mais de 1,900kg (julgo que não estou enganada).
Resta-nos ficar à espera que a avó Graça nos conte as tropelias e aventuras que se irão passar.

11/12/2007

Vamos Ajudar

Caros amigos da Blogosfera:

Pouco depois das 11h00 do dia 9 de Dezembro nasceu o Lourenço, cheio de pressa para poder passar o natal com a sua mana e os seus pais. De tão apressado que foi o Lourenço terá de ficar ainda umas semanitas na neonatologia para ganhar peso antes de ir para casa com os pais e a irmã. Será uma recuperação feita passo a passo e estaremos todos aqui a torcer por ele.
Convido-vos a deixar uma mensagem de apoio ao Lourenço bem como aos pais e à avó que muitos de vocês já conhecem : A GP do Sarrabiscos.
O mail para onde podem enviar as mensagens é: lourencopimentel@gmail.com


Vamos ajudar a que o tempo passe mais rápido!!!

15/05/2007

Coragem que não acaba...

Li no blog do h.r. uma frase acerca da mãe do Rui Pedro pois afinal já passaram 9 anos e ela continua com uma dor imensa no seu olhar. É verdade o que diz h.r.... mas vendo bem as coisas, esta mãe reagiu muito bem e tem uma força de vida fantástica pois continua a acreditar que vai encontrar o filho.

Ontem no programa prós & contras (que não pude ver até ao fim) reparei na forma decidida e controlada como se expressava. Então no momento em que voltou a fazer um apel pelo filho e olho directamente para a câmara, a sua força arrepiou-me! Olho para o meu filho e nem consigo ter uma pálida ideia do que faria, no entant sei que tentaria ser como ela que, sem qualquer tipo de apoio, perante uma Polícia Judiciária totalmente desorganizada na altura, ela lutou e durante 9 anos tem feito de tudo para tentar encontrar o seu filho.

Um dia encontrei-a no parque da cidade numa marcha pelas crianças maltratadas em que se falou também de crianças desaparecidas, a certa altura pediram-lhe para falar com os presentes (uma tristeza de participações...como sempre em Portugal era apenas umas centenas, quand podiam ter sido uns milhares) Ela ficou de uma calma incrível, tentou ser objectiva, ela sabe que isso é essencial para passar a informação que pretende.

Imaginem agora a dor desta mãe a ver as diferenças de tratamento (umas pelo avançar do tempo, mas a maior parte por ser onde foi e com quem foi) entre o seu caso e este caso mais recente? Ontem os pais ingleses lá apareceram a falar umbocado com a comunicaçã social, eles sabem que é essencial não deixar morrer a história, eles têm a atenção da comunicação social a nível mundia... e sabem-no e não querem desperdiçar este precioso recurso.

A mãe do Rui Pedro, não tinha comunicação social, não veio ninguém com grandes ofertas para o caso de o filho aparecer, teve de fazer e colar cartazes sózinha...e nunca desistiu! E ontem chegou ao ponto de dizer que ao menos o caso do filho dela tenha servido para alertar às mudanças...credo que coragem, sinceramente não sei se conseguiria ter este tipo de postura perante tal diferença de tratamento.

Hoje fica aqui um beijinho para esta mãe em especial, com desejo que volte a encontrar o seu filho.

04/05/2007


Há momentos nas nossas vidas que são únicos e irrepetíveis.


São como as bolas de sabão... temos uma que nos parece perfeita, tão perfeita que por vezes a queremos agarrar,mas não podemos... pois assim que o fizermos ela desaparece. E por mais que tentemos fazer outra igual, nunca o conseguiremos...


Resta-nos ficar com a recordação daquela que achamos ter sido perfeita e não insistir mais no assunto.
imagem tirada da net

28/04/2007

Haverá renovação maior que ver nascer uma criança? Acho que não :)

Hoje fiquei com mais um sobrinho, o meu sexto sobrinho!

15/03/2007

Diminuição de "testes do pezinho" aponta para grande descida dos nascimentos

Se isto já acontece agora imaginem quando a lei do aborto livre estiver em prática...

será que o ministro da saúde está á espera que baixe até um número em que possa mandar acabar com este teste por o resultado não ser significativo?

07/03/2007

O pesadelo já começou


Afinal foram bem mais apressados do que se previa....


Hoje infelizmente foram aprovados os artigos da nova lei do aborto.


O nosso amigo socas tinha prometido uma solução consensual e cumpriu o prometido... para todos os apoiantes do aborto livre!


Ele conseguiu a solução consensual para o seu partido e para os outros partidos de esquerda que é a consagração absotuta do aborto livre!


De fora deste consenso ficam todas as pessoas que defendem a vida e que defendem que a mulher tem o direito de conhecer quais as outras opções, nomeadamente no que diz respeito ao regime de adopção e aconselhamento familiar.


Quem pondera um aborto por razões económicas e familiares, terá como única solução fazê-lo e viver para sempre com a sua opção por não ter sido devidamente informada que havia a possibilidade de adopção do seu filho... mais uma vez é o estado no seu pior!

05/03/2007

Vamos ajudar!


Amigos da blogosfera: temos um amigo nosso a quem nasceu um filhote apressado. Este filhote, o Rodrigo, a quem também tratamos carinhosamente por Sázinho, nasceu no dia 3 de Fevereiro e está neste momento na neonatologia a ganhar peso e forças para poder ir para casa com os pais.

Convidamos-vos a deixar uma mensagem de incentivo á Mãe Anabela, ao Pai Sá e ao Sázinho para que os 3 saibam que estamos todos a torcer por eles.

Para isso deverá mandar uma mensagem para o rodrigo.sazinho@gmail.com

26/02/2007

Por eles!

O 1º Post desta semana é dedicado a todos os pais e mães que tendo sido surpeendidos pela chegada adiantada dos seus filhos ou por terem algum problema á nascença, lutam diáriamente para que tudo corra bem.

Não sei se é possível transmitir a angústia que se sente, quando se vê um filho, acabado de nascer, ser levado por outras mãos que não as nossas, para uma unidade de neonatologia. Acho mesmo que é quase impossível transmitir pois só quem passa é que sabe...
De qualquer das formas é importante sabermos o que é feito nestas ocasiões, tanto pelos pais como pelas equipas de enfermagem que estão diáriamente a cuidar dos nossos pequeninos.
Numa altura em que a vida foi tão discutida, não ouvimos ninguém falar acerca de dar condições a quem luta pela vida. Poderão pensar que estou a misturar assuntos mas realmente não estou.
Temos um Estado que vai criar condições para que pessoas que não queiram ter um filho posam abortar com "dignidade" . No entanto, quem está num hospital 24 sob 24 horas a lutar pela vida de um filho não tem o mínimo de condições.

Dou pequenos exemplos para que se possam perceber: normalmente as unidades de neonatologia são distantes das unidades de obstetrícia, obrigando a mulher a práticamente nem descansar pois não irá perder tempo a percorrer metade do hospital para ir descansar um bocado. Quando o nosso filhote teve uma sépsis á nascença, teve de ir para a neonatologia durante uns dias. Como é óbvio eu tentava passar lá a maior parte do dia e das poucas vezes que fui à obstetrícia para descansar um bocado, tive as auxiliares a questionarem-me sobre as horas das refeições, dizendo que eu tinha de estar lá ás horas estipuladas se não teria a refeição. Após ter explicado diversas vezes que me era impossível prever pois tinha uma vida dependente de mim, tive de me chatear e dizer que se não quisessem, não me guardassem a refeição pois eu resolveria o problema de outra forma. Porque é que isto acontece? Porque está tudo muito mecanizado e não deixam margens para excepções (como era esta) nem para qualquer tipo de humanismo.

Pelo contrário, na unidade de neonatologia, uma excelente equipa de enfermeiros trabalhava a par connosco para que o nosso filhote vingasse! Estes enfermeiros viveram connosco e com todos os outros pais as pequenas vitórias e derrotas que fazem parte destes processos. Tentavam dar o máximo de condições para ajudarem os pais, no entanto havia coisas onde não podiam ajudar, tais como o facto de uma mãe ter uma cadeira (na maior parte das vezes é de plástico) para ficar a descansar ao pé do seu filho.
Este Post é dedicado a todos os pais, filhos e quem os ajuda, que estão a lutar pela vida.
Visitem estes amigos e deêm-lhes uma forcinha pois bem estão a precisar!

05/02/2007

Acabar com o aborto clandestino...

Uma das questões dramáticas é a questão do aborto clandestino.

Ele existe, ninguém ignora que ele existe mas ele continuará a existir mesmo que a liberalização ganhe. Se não vejamos algumas razões:

Após as 10 semanas continuará a acontecer pois para uma mulher que tenha uma gravidez fora do prazo legal, terá de recorrer ao clandestino.

Em Pequenas localidades , onde todos se conhecem, as mulheres continuarão a recorrer ao aborto clandestino para não verem a sua vida comentada.

Pensando na forma como poderemos combater o aborto clandestino, acredito sinceramente que passa pela continuação do trabalho começado após o referendo de 1998 em que surgiram organizações de apoio á vida. Muitas das mulheres que abortaram, quando confrontadas com a pergunta se "Tivessem tido apoio para levar a gravidez por diante" responderam que sim, que teriam tido o seu filho.

O importante é então haver um envolvimento da sociedade, de TODOS nós, e não de alguns que se lembram do tema apenas na altura das eleições. A sociedade tem de saber exigir ao governo que crie condições de apoio á vida. Não podemos ser uma sociedade demissionária em que criticamos o Estado como se não tivéssemos nada a ver com o assunto. Temos obrigação de fazer valer o que defendemos, e neste caso é defender a vida.