09/01/2008

Fazem o que querem e ficam impunes...


Afinal não vai haver referendo ao tratado de Lisboa. Se querem saber a minha opinião acho que apenas uma pequena parte da população está devidament preparada para poder tomar uma decisão. Isso deve-se essencialmente ao facto de sermos um povo demissionista que não exige ser informado como seria seu direito. Neste ponto nem me importa muito que o tratado seja retificado por via parlamentar.
O que acho grave é que continuamos a assistir a um governo que quebra mais uma promessa eleitoral, dá uma desculpa de treta e continua como se nada fosse!!! Vejamos o argumento apresentado pelo socas quando questionado sobre a quebra de promessa eleitoral:
«Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alertaram-se completamente. É um tratado diferente»
Está confimado que neste país se podem fazer as promessas mais iverossímeis e quebrá-las pois ninguém se importa....enfim Portugal no seu pior!

16 comentários:

Francis disse...

ainda bem que não vai a referendo, havia de ser um bonito debate.

Mas olha que já somos assim há 30 anos, estamo-nos pura e simplesmente marinbando...este país caminha a passos largos para a desgraça e nós o que fazemos ? Nada.

Meg disse...

Ah... mas essa resposta e a forma e entoação como foi dada, é de antologia!

E lamento dizer que estou de acordo contigo quando dizes que a maior parte dos portugueses não faz a mínima ideia do que é o Tratado. Pensam que isso é mesmo uma coisa só "lá de Bruxelas".

Agora vou para o Parlamento ehehe!

Um abraço

Hydrargirum disse...

Pfffff...

e para não dizer um rol de asneiras, sobre a anedota que este País é...mais o ridículo que são os governantes, mais a tristeza que são os Portugueses.....

Vou-me calar!!!!

Jinhos:)

PS-Adorei a foto!lol

Ka disse...

Francis,

O problema é mesmo esse...a inercia e o comodismo!! E ainda por cima considero que agora é mais grave ois esta criatura tem tiques de ditadorzeco...

Beijinho

Ka disse...

Meg,

Foi mesmo esta a resposta e a entoação imagino que já a tenhas ouvido nas notícias e hoje no parlamento!!!

Beijinho

Ka disse...

Hydra,

Passemos directamente à foto: mal a vi adorei :)))

Beijinhos

Clavis disse...

“A comunidade a que o propomos é o Povo não realizado que actualmente habita Portugal, a Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, e vive, como emigrante ou exilado, da Rússia ao Chile, do Canadá à Austrália” – (“Proposição”, in Dispersos, Lisboa, ICALP, 1989, p. 617).

1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 - As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
4 – As pátrias e os cidadãos lusófonos devem cultivar esta consciência da sua vocação, aproximar-se e assumir-se como uma comunidade fraterna, uma frátria, aberta a todo o mundo. A comunidade lusófona deve assumir-se como uma comunidade alternativa mundial – uma pátria-mátria-frátria do espírito, a “ideia a difundir pelo mundo” de que falou Agostinho da Silva – que veicule ideias, valores e práticas tão universais e benéficas que todos os cidadãos do mundo nelas se possam reconhecer, independentemente das suas nacionalidades, línguas, culturas, religiões e ideologias. A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades. Para que isso seja possível, cada nação lusófona deve começar por ser exemplo desses valores.
5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico. Sem afectar a soberania dos estados e regiões nela incluídos, mas antes reforçando-a, a União Lusófona será um espaço privilegiado de interacção e solidariedade entre eles que potenciará também a afirmação de cada um nas respectivas áreas de influência e no mundo. Ou seja, no contexto da União Lusófona, a Galiza e Portugal aumentarão a sua influência ibérica e europeia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Moçambique, a sua influência africana, o Brasil a sua influência no continente americano e Timor a sua influência asiática, sendo ao mesmo tempo acrescida a presença de cada um nas áreas de influência dos demais e no mundo. Sem esquecer Goa, Damão, Diu, Macau, todos os lugares onde se fale Português e onde a nossa diáspora esteja presente, os quais, embora integrados noutros estados, serão núcleos de irradiação cultural da União Lusófona.
6 - No que respeita a Portugal e à Galiza, este projecto será assumido em simultâneo com o estreitamento de relações culturais com as comunidades autónomas de Espanha, promovendo aí a cultura galaico-portuguesa e contrabalançar a influência espanhola em Portugal. O mesmo deve acontecer entre o Brasil e os países da América do Sul. Galiza, Portugal e Brasil, bem como as demais nações de língua portuguesa, devem afirmar sem complexos os valores lusófonos nas suas respectivas áreas de influência.
7 – A construção da União Lusófona, com os seus valores próprios, exige sociedades mais conscientes, livres e justas nos estados e regiões lusófonos. Em cada um desses estados e regiões, cabe às secções locais do Movimento Internacional Lusófono, dentro destes princípios essenciais e em coordenação com as dos restantes estados e regiões, apresentar e divulgar propostas concretas, adequadas a cada situação particular, pelos meios de intervenção cultural, social, cívica e política que forem mais oportunos.

Se quiser aderir a este Movimento ou formar um "Núcleo MIL", envie-nos um mail para novaaguia@gmail.com (http://novaaguia.blogspot.com)

JOCENDIR CAMARGO disse...

Aqui, em terra do BRASIL, a coisa não muda muito...
O Governo promete, os senadores roubam, mentem e saem impunes, veja o exemplo RENAN.... isso é o mundo perdido que vivemos... enfim, Brasil no seu pior....

sa moraIS disse...

Falta-nos a coragem de outros tempos. Coragem para abrir janelas e lançar por lá traidores, imcompetentes e corruptos! Temos de deixar de ser Sanchos Pança e ser mais Quixotes... Sonhadores, loucos, mas com vontade de perseguir um sonho, mesmo lutando contra moinhos de vento!

Jinhos!

Bom ano!

PS: Dreams!!! Boa música!

Outonodesconhecido disse...

Adortei a foto; o resto perd eimportância...
Bjocas

Ka disse...

Clavis,

Faz tempo que não te via por aqui!!!

Já passarei no link que aqui deixas para ler com mais calma :)

Beijinho e um excelente dia!

Ka disse...

Jocendir,

Antes de mais Benvindo ao BDK!!!

Sem dúvida que esta é a realidade na maior parte dos países...mas muito por culpa da inércia dos povos...

Volte sempre!

Beijinho e um excelente dia!

Ka disse...

Sá Morais,

Sem dúvida nenhuma que nos falta essa coragem...ficamo-nos pelos lamentos e criticas de café e não se faz nada ... :(

Beijinhos e um excelente dia

ps - Quanto à música, ainda bem que gostas :)

Ka disse...

Outono,

A foto está deliciosa não está? Imagino a trabalheira do fotógrafo para a tirar...lol

Beijinho e um excelente dia!

Blue Velvet disse...

Vim aqui parar através de uma " amiga comum" e gostei muito.
Vou voltar, claro.
Quanto ao assunto deste post, concordo contigo em tudo, e lamento profundamente saber que talvez o referendo não resolvesse nada, porque, de facto, o nosso povo demite-se de tudo.
Por isso temos o Governo que temos, por isso podem mentir-nos, enganar-nos, e não os podemos exterminar.
Como dizes, Portugal no seu pior.
Beijinhos

Ka disse...

CAra Blue,

Antes demais benvinda ao BDK!

Muita gente pensa o mesmo que nós mas já reparaste que continuamos na mesma? É isso que me faz confusão...somos um povo demissionário e isso é muito perigoso perante uma critura como esta que nos governa...

Volta sempre!

Beijinho