Sophie Feodorovna Rostopchine, nasceu em São Petesburgo a 1 de Agosto de 1799. A sua família era originária da Mongólia. Viveu em S. Petersburgo até 1814, altura em que a família partiu para o exílio primeiro para o Ducado de Varsóvia, seguindo-se a confederação alemã e depois a Península Italiana. Em 1817 Chega a Paris, cidade onde viveu o resto da sua vida.
Conheceu o que viria a ser seu marido, o Conde de Segúr, no Salão que entretanto seu pai montara em Paris e casaram-se em 1819. O seu matrimónio foi profundamente infeliz devido ás constantes ausências do marido que era também bastante descuidado no que ao seu matrimónio se referia. No entanto, e mesmo com este casamento infeliz tiveram 8 filhos, o que levava o Conde de Segur a referir-se muitas vezes a Sophie como "la mère Gigogne" (a mãe Matrioska), numa referência ás bonecas típicas russas onde uma figura esconde outra no seu interior e assim scessivamente.
Pensando nos livros que li durante a minha infância e sabendo da sua história de vida, apercebo-me que os seus livros não foram mais do que pequenos exorcismos da sua vida, passada e presente. Sophie apenas escreve o seu primeiro livro aos 58 anos, sendo já avó. Um dos factos que deu origem aos seus livros foi o afastamento das suas netas favoritas Camila e Madalena. Para aliviar esse desgosto passou a enviar-lhe contos que começou a escrever. Foram esses contos que deram origem aos livros que fazem parte do imaginário de todos nós.
Os primeiros que me vêm á memória são:
Os desastres de Sofia - Sophia (será ela mesma na sua infância...)era uma menina que fazia muitas asneiras, era castigada e depois arrependia-se e pedia desculpa. E o ciclo voltava a repetir-se.
As meninas Exemplares - histórias de duas meninas Camila e Madalena que eram muito bem comportadas e faziam o possível por se manterem assim. Sofia, a personagem do livro anterior também aparece por aqui, estando agora ao cuidado de uma madrasta má. Esta adversidade é atenuada pela companhia das dóceis e amáveis primas, Camila e Madalena.
As férias - São as aventuras das 3 primas juntamente com o primo Paulo, que já havia aparecido no "desastres de Sofia" . Aqui Sofia já aprendeu o suficiente para romper o ciclo da menina asneirenta iniciado no 1º livro
Nestes três livros nota-se claramente uma acção educativa se bem que com uma narrativa muito ligeira. Mesmo contendo assuntos sérios e tristes, as alegrias são sempre em maior número e no final acaba tudo bem.
Ainda teve muitos outros livros dos quais destaco "O Brás" , "Memórias de um Burro"
Deixo-vos aqui as capas de 3 livros que consegui encontrar para que possam "matar saudades" :)))
Deixo-vos aqui as capas de 3 livros que consegui encontrar para que possam "matar saudades" :)))



Fontes: Wikipedia, Fundação Camões
Porque seria hoje o seu aniversário!
14 comentários:
É bom encontrar aqui uma das autoras que com um só livro marcou parte da minha infância : Férias. Sendo verdade que ela desenvolveu uma grande obra de profunda orientação moralista, como era de praxe nos livros da época, também é verdade que nos fazia sonhar.
Um Post à altura...
Gostei de ler. Muito bom, sim senhor!!!
(Passa lá no meu tasco se faz favor)
Luís,
Ainda bem que gostaste :)
Condessa de Segur teve de certeza uma grande influência na infância das nossas gerações.
Beijinhos
Helder,
Esse comentário vindo de quem vem é um elogio de peso..lol
Já lá passo.
Beijinho
Para quem se reduziu à literatura de Enid Blyton, Goscinny e Albert Uderzo, e Joaquim Salvador Lavado, durante a infância e a adolescência, se calhar o melhor era estar calado.
Para obras tão marcantes, agora, não há nada a fazer, desfasado que estou no tempo, fico-me pela biografia.
Imagino o que seria hoje se por acaso tivesse lido um único livro que fosse da senhora condessa…
:)
vá lá uma beijoca
Oh ka!
Obrigado por teres reavivado a minha memória. Isto já estava no inconsciente...
Coisas do tempo...
Beijinho
Quando era pequenina, li praí umas 500 vezes Os Desastres de Sofia. Pensava que era uma forma de a minha mãe me chamar a atenção para qualquer coisa,até porque para além de partilharmos o nome, partilhávamos a tendência para o disparate... Sempre tive um bocadinho de pena do Pedro, apesar de ser tão certinho e ajuizado que às vezes se tornava irritante!
Bjocas
Jotabê,
Boas leituras tiveste também :)
Que saudades dos livros "Os Cinco"!!! Sabes que a editora faliu e andaram desaparecidos. Parece que outra os vai editar de novo.
Quanto a estes penso que eram mais para meninas, com excepção do "as Férias" e "Memórias de um burro"
Beijinho
Graça,
Estava no teu subconsciente...e no meu :))) não fosse ter sabido no dia anterior que ontem era o aniversário da escritora.
Ainda bem que gostaste.
Beijinho
Morgenita,
En não artilhava o nome mas...partilhava tudo o resto...loool e também fiquei convendcida que foi uma forma dos meus pais, além de me criarem hábitos de leitura, passarem "a mensagem" da menina bem comportada.
Beijocas
PS - Não me digas que também vais buscar...;)
O Braz não me lembro, os outros dois ainda estão guardados num canto qualquer da cave juntamente com muitos outros que povoaram a minha infância. Sempre com um discurso moralista ... era o melhro que havia na altura :)
beijinhos
(estou voltada mas ainda não a 100%)
as coisas que tu nos ensinas.
Gi,
Bons olhos te leiam :)
Mas olha que o discurso resultava pois eu lembro-me de ficar a pensar que devia ser como elas...lol
Beijinho
Francis,
Quem é amiga quem é????
:)))
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