23/10/2008

Partilhar

Partilhar
v. tr.,
fazer partilha de;
repartir;
dividir em partes;
compartilhar;
v. int.,
tomar parte em;
comparticipar.

Compartilhar
v. tr.,
participar de;
quinhoar;
compartir;
tomar parte em.

Quando tenho dúvidas sobre o significado ou conceito de determinada expressão tenho por hábito ver no diccionário se o que penso está correcto. Desta vez a palavra foi Partilhar.

Estamos num mundo que motiva o invididualismo é certo, mas não concebo que as relações interpessoais não tenham como base a partilha. Aliás acho utópico a existência das mesmas sem a aplicação do conceito de partilha, seja qual fôr a base de uma relação.

Obviamente que a partilha será proporcional á intimidade do relacionamento. Com colegas de trabalho partilhamos, trabalho, o humor do dia , pequenas trivialidades do dia-a-dia. Já com amigos partilhamos o bom e o mau, as experiências que vamos tendo, as alegrias, as tristezas. Como família a partilha é visceral quase, pois partilhamos de forma inata desde que nascemos. Como casal só concebo uma partilha completa onde tudo é partilhado sem que isso represente a anulação de um dos dois ou a inexistência de privacidade individual.

Se olharmos para o significado de partilhar e depois formos a compartilhar sobressaem os conceitos de "dividir em partes" e "tomar parte em". E agora pergunto-me porque é tão difícil para as pessoas o acto de partilhar? Seja o bom e o mau. O bom até acaba por ser mais fácil de partilhar mas o mau pode e deve ser partilhado pois é nos momentos mais difíceis que crescemos enquanto seres humanos, é neles que transparece a nossa essência. Se nos fecharmos em copas e não partilharmos além de darmos uma ideia errada de quem somos, afastamos as pessoas á nossa volta e corremos o risco de um dia acabarmos na solidão.

A partilha nem sempre é fácil, por vezes é muito difícil mesmo, mas é sempre gratificante!

18 comentários:

Gi disse...

Muito sinceramente prefiro partilhar os meus bons momentos e que os outros compartilhem comigo todos oseus momentos, se quiserem.
Sou optimista por natureza, pelo que os maus momentos comigo são mesmo efémeros.

paulofski disse...

Vamos lá a partilhar um comentáriozinho.

O acto de partilha tem algo mais a ver do que partilhar um animal (humanos incluidos), valor ou objecto. A partilha de emoções, de afectos, de experiências, sobretudo de idéias é bem mais complexa e passa pela confiança da entrega de uma riqueza especial a outro, um bem que não está registado, que não tem posse nem marca. A dúvida é se a outra parte divida será bem guardada e dessa riqueza partilhada sobressair uma grande amizade.

Patti disse...

A resposta é até muito simples e nada tem de novo; do outro lado da partilha está a palavra egoísmo. Nada de novo, sempre houve e sempre vai haver e não me espanta nada.

Ka disse...

Gi,

Percebo-te bem pois eu por norma prefiro não expôr o que de menos bom se passe comigo. Também sou optimista por natureza :)

Mas cada vez mais acredito que devemos partilhar também os maus momentos, é uma forma de entrega (não falo de desatarmos a contar as agruras da nossa vida a toda a gente, mas sim partilhar um mau momento e saber até pedir ajuda por vezes), é uma forma de incluirmos as pessoas na nossa vida, claro está quando elas valem a pena (mas também aí será o momento de verificarmos isso.

Beijinhos

Ka disse...

Paulofski,

Disseste quase tudo!!

Beijinho

Ka disse...

Patti,

Não só mas também.. pois por vezes também acontece a não partilha com a melhor das intenções, a de não incomodar...

^Beijosss

1/4 de Fada disse...

Para além de gratificante, é essencial, senão acabamos sózinhos.

Ka disse...

Fada,

É isso mesmo!!

Beijinhos

liamaral disse...

Concordo que há muita coisa que deve ser partilhada, mas também sou de opinião que algumas coisas eu dispenso saber ou sentir!
:) Beijinho

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Ka,
a chamada civilização em que nos movemos deixou-nos tão acossados que estamos sempre à espera de que os outros, mesmo os mais íntimos, se muito partilharmos, nada dêem para a troca e ainda fiquem com o nosso quinhão. E não me refiro a bens materiais.
É a fragilidade contemporânea no seu pior.
Beijinho

Safira disse...

Partilho (:)) da tua opinião.

Porque o brilho nos nossos olhos morre mais depressa se não nos for devolvido e se perder numa órbita de opaco desinteresse ...

E, milagre dos céus, estou a conseguir ouvir a música e é só a minha preferida dos U2! bom, talvez ex aequo com o With or without you...hum...Não, gosto mais desta! ;)
BEijo grande

A. Jorge disse...

Gratificante, sem dúvida!
Adoro a música que está a tocar. Considero-a uma das melhores de sempre!

Um beijo

Jorge

Jotabê disse...

Nem sempre. Há momentos da nossa vida que nós próprios não queremos partilhar, não que sejamos más pessoas, mas pelo facto desses momentos, sejam eles bons ou maus, serem exclusivos, unos, pessoais, intransmissíveis, não partilháveis, e isso, temos de respeitar.
SSe somarmos a isto o facto de haver pessoas que nunca foram habituadas a partilhar o que quer se seja,e isto sim é um problema, então temos sem dúvida um caso para o complicado.
É o tempo, e o exercício continuado de ir cada vez mais além, que faz com que se conquiste e que se aprenda e como dizes muito bem, sentirmo-nos gratificados por partilharmos algo tão importante que é a nossa própria vida.

:)

beijocas

Ka disse...

Liamaral,

Claro que sim, mas por isso se diz que a excepção confirma a regra :)

Beijinhos

Ka disse...

Caro Paulo,

O que acabou de escrever chama-se cepticismo...coisa que me vou ainda recusando a ter pois mal de mim o dia em que só esperar isso das outras pessoas.

E obviamente que não falava de bens materiais, que são de mais fácil partilha do que tudo o resto :)

Beijinho

Ka disse...

Safira,

Ouves mesmo por ser u2 :P
Eu sabia que tinhas um pc selectivo mas tanto...loool

Quanto ao resto é mesmo isso :)

Beijosss e uma excelente 6ª feira com novas visões :D

ps - não resisti á piadita :P sorryyyyy

Ka disse...

a.jorge,

Ainda bem que gostaste :)

Beijinho

Ka disse...

Jotabê,

Claro que sim, mas por isso disse também á Liamaral que a excepção faz a regra.
Mas como tu bem dizes, quando nos deparamos com pessoas que nunca aprenderam a partilhar o caso é mesmo complicado até porque nunca conseguimos fazer uma leitura completa das mesmas.
Ao teu último parágrafo não acrescento nada, limito-me a concordar e assinar por baixo.

Beijocas