15/06/2007

E o T.P.C. para o fim-de-semana é:

...dizerem o que para cada um de vocês é o amor.

Digam lá que não é um bom TPC (Trabalho para casa, lembram-se dos tempos do liceu????). Vão ver que uma palavra tão simples tem uma definição tão difícil mas variada.

Bom exercício...hehe


"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção."

Saint-Exúpéry

22 comentários:

A.S. disse...

Saint-Exúpéry tem toda a razão! Mas por vezes é muito bom olhar um para o outro!...


Um terno beijo!

Kephas disse...

Amor - o acto de nos darmos total e incondicionalmente a outrém.

Gi disse...

Tanto foi dito , tanto para dizer, tantas formas de amar e nenhuma menor ou maior que a outra, apenas diferente ...
Gosto deste amor que aqui deixo

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões


espero que gostes também
(nunca gostei de TPC :) abro uma excepção :) )

beijinhos

Porca da Vila disse...

Olá Ka,

Venho deixar-te, tal como prometi, um trabalho de casa para o fim-de-semana, que se prevê em casa, em face das previsões da meteorologia. Para melhor compreenderes as origens da língua Mirandesa.

www.eb2-miranda-douro.rcts.pt/mirandes/origem.html

"A língua mirandesa tem a sua origem num dos romances que se formaram na Península Ibérica a partir do latim, o romance que deu origem à família de línguas astur-leonesas – onde a língua mirandesa se integra - , que se formaram a partir dos séculos VI-VIII. Essa era a língua do reino de Leão, com excepção da zona galaico-portuguesa. Nessa altura era a língua da corte e dos mosteiros, escrita em milhares de documentos até aos séculos XIII-XIV. Desde a sua fundação, a fronteira política de Portugal não coincide com a fronteira linguística. Sempre se falou outra língua em Portugal, além do português, a língua mirandesa. Esta é, portanto, a justo título, uma língua de Portugal, elemento essencial da sua história, da sua cultura e da sua identidade.
Alguns autores procuraram demonstrar que o mirandês não era originário da terra de Miranda, mas se devia a colonização leonesa nos séculos XIII e XIV, quer pelos frades do Mosteiro de Moreruela quer por outros colonos leoneses. Porém, sabemos hoje que: essa colonização foi muito pouco profunda e se limitou a algumas aldeias da terra de Miranda; em documentos do século XII, relativos à terra de Miranda, já encontramos topónimos escritos numa língua com as características da língua mirandesa, como é o caso da doação do reguengo de Palaçoulo por D. Afonso Henriques, em 1172, a Pedro Mendes, L Tiu; que houve continuidade de povoamento da terra de Miranda desde antes da fixação dos romanos nesta região, habitada por uma específica tribo astur, os zoelas ou zelas.
A partir da criação da vila de Miranda, em 1289, mas sobretudo a partir do século XVI com a elevação de Miranda do Douro a cidade e a criação do bispado (1545), a língua mirandesa enveredou por caminhos que lhe fizeram ganhar características próprias no conjunto das línguas astur-leonesas, embora sem pôr em causa a sua pertença a essa família de línguas. As características próprias que o mirandês veio a ganhar exigem a sua consideração como língua, e não como mera expressão dialectal de alguma outra língua astur-leonesa.
Tal como a língua mirandesa, também outras línguas astur-leonesas ganharam algumas características próprias, de que é exemplo o asturiano, falado no principado das Astúrias e reconhecido como língua por estatuto do principado. Apesar das diferenças, essas várias línguas nunca perderam o ar de família que as continua a unir, quer em termos estruturais quer em termos históricos. É nessa base de reconhecimento dos laços históricos comuns, mas de aceitação das diferenças que os ventos da história lhe fizeram ganhar, que é possível restabelecer e desenvolver laços seguros entre as várias línguas leonesas, sem menorizar quem quer que seja. Esse é um processo delicado, necessariamente lento, e que vai exigir ainda muito trabalho."

Um Xi da Porca, e bom fim-de-semana.

LB disse...

Eu e TPCs...
O amor não se define nem se explica, sente-se!
Deixaria de o ser se assim não fosse.

Beijinho (regressado)

Maria P. disse...

:) TPC! Sabes os miúdos dizem que TPC é Tortura Para Criança!
Aqui seria mais TPA!

Amor não tem uma explicação, é tipo montanha-russa...

Beijinho e bom fim de semana.

Clavis disse...

O Amor é... Deitar-me no chão de barriga para estudar um pouco mais e a minha filha de 3 anos ir logo instalar-se nas minhas costas para chuchar no dedo...

Liliana F. Verde disse...

Amor é isto: quando em vez de "EU" formos capazes de dizer "TU". Ora vê lá se não é assim?

Bj

;)

P.S.

Aqui fica o texto que me levou a escrever a definição acima (só por acaso um texto inspirado no último referendo... não digo mais, entenda cada um como quiser...):

«Eu sou eu. Sou o que sou. E não há ninguém como EU. É forte esta palavra: EU. Tão sumida em Português, tão branda nos sons. Encabeça as frases, acompanha os verbos e constrói-se com o “mEU”.
O que quer dizer EU? Quando digo Eu, posso dizer Tu, Ele ou Ela? Pode existir um EU, havendo DOIS? Quem manda no EU, eu? E se eu puder mandar nos DOIS? É justo? Afinal, quem manda nos DOIS, os dois ou o EU? É justo?
Um casal é um EU. Há dois? Os dois são um EU, ou inventámos só um Eu para que aos olhos de todos fossem um EU? Se forem um para o outro, são um EU. Se se escolherem são um EU? E se forem escolhidos, são um EU? Talvez não. Mas também podem aprender a sê-lo e, então, o Eu que era dois aprendeu a ser EU e transformou-se no plural NÓS.
O NÓS é um EU? Só metade, para que possa dizer Nós, pois tem de haver outro para ser o plural.
E uma grávida, é um EU? Ela diz sempre EU. Por que não diz NÓS? Há DOIS ou EU? Há DOIS, dizem os conservadores. Há EU, dizem os liberais. Enganam-se nas contas, porque o EU é um, e para poder dizer que DOIS é EU, só mentindo.
Eu. Tu. Nós? Podemos experimentar:
Eu. Tu. EU. – Sou só Eu e excluo-te. Deixas de ser Tu. Então, por que te chamei Tu? Só chamo EU, então.
Eu. Tu. NÓS. – Somámo-nos. Existimos. Somos.
Tu. Eu. TU. – Comecei por ti. Não gostei da ideia. Por que é que usamos sempre Eu? Porquê?»

Parrot disse...

Olá Ka,

Detestava o TPC, e vens logo com uma pergunta desta.
Eu concordo com a definição do meu amigo José....mas....acho que não chega...é necessário que os dois, nas suas diferenças, sintam o mesmo sentir e "vivam" com base nisso...
Tanto para dizer....

Mas olha, neste dia de chuva, que tenhas um bom fim de semana ...eu por cá vou trabalhando. ;)
Beijos

Rafeiro Perfumado disse...

O FDS é pequeno para poder dar uma definição dessas, de algo tão simples e tão complicado...

Parrot disse...

errata:
Luis (não José).
lol

KA disse...

a.s.

Apenas quis dar um ponto de partida pois amor é muito mais do que isso.

Beijinho

KA disse...

Kephas,

Também é isso mas aí é apenas uma dos tipos de amor...

beijinho

KA disse...

Gi,

Tens sempre umas escolhas excelentes!!

Beijinho

KA disse...

Porca,

Obrigada pelos tpc...hehe

Ainda não li mas vou ler...precisava de um fim-de-semana com mias um dia....lol

Um xi da ka

KA disse...

Luís,

Só tu para dares essa resposta...:)

Se por um lado tens razão, por outro tens aqui belos exemplo do que pode representar o amor, verdade?

Beijinho

KA disse...

Maria,

Gostei a imagem da montanha-russa...ás vezes temos direito a looping e tudo nã é?

Beijinho

KA disse...

Clavis

Esse amor que descreves é o verdadeiro amor incondicional...que só conhecemos quando eles nascem, não é?

Beijinho

KA disse...

Liliana,

Também de ti esperava a resposta que deste :) e concordo bastante com ela pois acredito que amar outra pessoa é também fazermos um sacrifício poe ela mas com um sorriso de orelha a orelha :)

Beijinho

KA disse...

Parrot,

Que engraçado, começas por concordar que se sente e não se fala dele mas no fim dizes : "tanto para dizer..." :):)

Beijinho

KA disse...

Rafa,

Sempre em fuga nestas questões....loool

Beijinho

KA disse...

E para finalizar deixo aqui um poema da Grande Diva da poesia, Florbela Espanca, e que representa bem o que se sente quando se ama:

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Apenas um poema pois (copiando dois participantes o amor não de fala, sente-se! mas ao mesmo tempo sobre ele tanta coisa há para dizer)

Bom domingo a todos!